Curioso

Aprecio  deliciosamente meu livro no banco da praça. Um estranho chega e senta ao meu lado. Percebo seu olhar curioso. De rabo de olho, estica o pescoço em direção ao meu precioso livro. Incomodo-me. Olho para ele. O mesmo dá uma disfarçada e volta ao seu lugar.

Passa-se um momento e ele rrasta o traseiro no banco em minha direção, estica de novo pescoço em em direção ao meu deleite literário. Irrito-me.

– Saia pra lá, meu amigo!

O estranho se desculpa, levanta sem jeito e vai embora.
Volto ao meu deleite.
Uns minutos se passam. Sinto  o vento de um bafo quente atrás da minha orelha.

Era o curioso de novo…

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