Malfeitores

(microconto)

Havia tristeza e ódio na colina do Calvário. Fé e incredulidade inundavam os corações. As trevas enchiam os céus e o sol parecia esconder-se .
– Não é tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também! – vociferava um dos malfeitores crucificados. Ante a dor dos pregos, a incredulidade o vencia, blasfemava. E houve desespero.
– Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós recebemos o castigo que os nossos atos merecem. Senhor, lembra-te de mim, quando vieres no Teu reino! – dizia o agora ex-malfeitor. E houve paz.
– Em verdade de te digo, hoje estarás comigo no paraíso!
A derrota da morte se aproximava e o peito do Messias passou a conter todos os pecados da humanidade.
– Está consumado!

As trevas daquela tarde começavam a dissipar-se e a luz do perdão e da esperança estava prestes a brilhar.

*ATENÇÃO: esta obra é protegida pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/989) e foi registrada. É permitida a publicação em sites e blogs desde que citado o autor e a fonte com link. Para publicações em livros e e-book pagos, envie um e-mail para aldairars60@gmail.com para receber a autorização gratuita para publicar.

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