Solidor

A solidão desencanta o ar
Destrói faces cálidas de certas pétalas
Transforma almas vivas em vívida dor
Nervos humanos a chorar
Dor
De estar só
De só estar

A dor fala de suas faces
Revolve o mar da amargura
Certa de viver seu reinado
No beco do coração sofrido
Dor
De só estar
De estar só

A solidão sussurra sua essência
Prende o insuportável no intangível
Atrelando sensibilidade e existência
Em frenética dança no infinito
Dor
De estar só
De só estar

A dor desliza no trilho da alma
Nas brechas da muralha do inconsciente
Libera endofinas insistentes
Depois brinca nas esquinas do universo

Dor
De estar
Só…

Poesia em 2o lugar no PRÊMIO SESC-RR DE LITERATURA (2010), categoria poesia livre.

Publicada na antologia Prêmio SESC-RR de Literatura 2010 – Conto e Poesia”. Boa Vista: SESC, 2010.

Menção honrosa no CONCURSO NACIONAL DE POESIA RUY BARBOSA (2012).

(ATENÇÃO: esta obra é protegida pela Lei de Direitos Autorais e foi registrada. É permitida a publicação em sites e blogs desde que citado o autor e a fonte com link. Para publicações em livros e e-book pagos, envie um e-mail para aldairars60@gmail.com para receber a autorização gratuita).

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