As seis tramas que são a base de (quase) todas as histórias já contadas

Keira Knightley e Matthew Macfadyen em cena do filme ‘Orgulho e preconceito’, de 2005 (Foto: Divulgação)

Pesquisadores analisaram mais de 1,7 mil romances e chegaram a seis formas de narrativas. Mas será que elas podem ser aplicadas às nossas histórias mais populares? https://www.livrosepessoas.com/2018/08/18/as-seis-tramas-que-sao-a-base-de-quase-todas-as-historias-ja-contadas/

Desvocação

Leninha era uma jovem cuja vocação para cozinhar era completamente inexistente. Não era ausência da vocação, era uma espécie de desvocação (se é que essa palavra existe) completa. Nada do que Leninha fazia na cozinha, funcionava ou era bom. Parecia um tipo de feitiço: todos os pratos davam errado. Ela atribuía o fato à falta de experiência, pouco tempo na gastronomia cotidiana (cozinhava só há 15 anos!).

Leninha fritava um ovo e ovo ficava ruim. Fazia um macarrão e saía duro e sem sal. Fazia um arroz e ficava sem gosto e empapado. Fazia feijão e  ficava duro e salgado. Fazia um frango e ficava seco demais. Fazia pão caseiro e saia duro e queimado. Fritava um bife e saia sem sal. Fazia um peixe em caldeirada, saia sem gosto. Os amigos brincavam dizendo que ela deixaria queimar se fosse esquentar água na chaleira.

Os amigos, percebendo a, digamos assim, “inabilidade” de Leninha para cozinhar, pagaram-lhe um curso rápido de cozinha básica. O arrependimento dos amigos veio a galope. Leninha fez o curso e depois chamou os amigos para testar as comidas que aprendeu. O curso não surtiu efeito desejado. Os amigos passaram uns dias sumidos (problemas intestinais!).

Sabe a pior notícia? Leninha amava cozinhar! Como se explica isso? Ora, Leninha, além de se dizer inexperiente, costumava não provar seus pratos. Fazia para os outros.  Amava doar o seu talento para os outros. Via isso como uma missão solene e sagrada.

Tão sagrada era essa missão de cozinhar, que resolveu fazer um curso superior de gastronomia… à distância, on-line. E assim o fez.

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Aula vai, aula vem, Leninha ia fazer a sua primeira moqueca de peixe com camarões rosa, sob supervisão on-line da professora. Era o primeiro teste do curso à distância.

Fez as compras, arrumou toda a cozinha, separou ingredientes e lá foi fazer a moqueca virtual supervisionada. Fez tudo passo a passo para a professora se surpreender com sua habilidade. Prato no fogo. Cheiro bom na cozinha. Chegou a hora de provar a prova.

Leninha dá uma ou duas garfadas. Está horrível, intragável. Argh! Caldo insosso, peixe fora do ponto, terrivelmente difícil de apreciar. O que teria acontecido? Só trocou alguns ingredientes na feira por outros mais baratos, eram diferentes, mas para ela não fariam diferença. Na hora de fazer trocou algumas coisinhas, colocou pouco sal para não salgar demais e acrescentou outros temperos que não sabia bem como ficariam. Mas tinha visto na TV, então colocou sem medo. Engole as garfadas a muito custo. Faz cara de satisfação e sorri para a câmera.

 “Uma delícia, professora! Me surpreendi comigo!”

Daí em diante Leninha tirava 10 em todos os testes online de gastronomia.

Que maravilha o milagre da educação à distância!

*ATENÇÃO: esta obra é protegida pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/989) e foi registrada. É permitida a publicação em sites e blogs desde que citado o autor e a fonte com link. Para ser publicada em livros e e-book pagos, envie um e-mail para aldairars60@gmail.com para poder receber a autorização gratuita para a publicação.

**As fotos foram retiradas do Google. Se você é o dono de alguma delas, entre em contato, para que possamos dar os devidos créditos.

Histórias de cego

O autor:
Jornalista de coração, comunicador de coração: assim se define Marcos Lima. Palestrante e youtuber do canal Histórias de Cego, com mais de 180 mil inscritos e 4,5 milhões de visualizações, também é um dos fundadores da ONG Urece Esporte e Cultura. Amante de esportes, jogou futebol de cegos por vários anos e em 2008 se tornou o primeiro cego brasileiro a esquiar na neve. Trabalhou na Copa do Mundo 2014 e nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. Desde 2010, Marcos Lima faz palestras contando como a deficiência visual é apenas um detalhe dentro de tudo que vive. Paralelamente, escreveu um blog, e uma coisa foi chamando a outra. Com o desejo de falar com mais gente, criou o canal no Youtube. A fim de registrar suas inúmeras aventuras, em parceria com a Editora Oficina Raquel, Marcos criou uma campanha no Catarse que alavancou a publicação do seu livro.

A obra:
Em seus vídeos, Marcos conta de forma leve e divertida o cotidiano de uma pessoa cega. De igual modo, no livro, ele escreve algumas destas suas melhores e divertidas crônicas publicadas no projeto Histórias de Cego, onde, muito além de contar um pouco da sua vivência em uma sociedade tão visual, Marcos nos mostra o mundo por seus olhos. As histórias são engraçadas, surpreendentes, inusitadas, curtas e inspiradoras. Demostram que as pessoas com deficiência vivem uma vida normal e intensa, como qualquer “normal”. Deslumbre-se e inspire-se! Vamos descobrir… Que livro é este que você nunca viu?

Publicado por Editora Raquel, 156 páginas, ano 2020.

Veja o vídeo:
Ser cego deve ser muito triste, né? Não. Verdade que há sim algumas situações bem difíceis, mas, (não) vendo por outro lado, nós nos damos bem, muito mais do que vocês pensam. Quer conhecer 10 motivos que você gostaria de ser cego também? Confere no QR Code abaixo o vídeo com mais de 1 milhão de visualizações e conheça tantas outras histórias neste livro que você nunca viu.

Links do autor:
https://www.instagram.com/historiasdecego/?hl=pt-br
https://www.youtube.com/channel/UCIlhwna7NBxku-ER3vj7Drg
https://www.facebook.com/HistoriasdeCego/
https://twitter.com/historiasdecego?lang=pt

Adquirir o livro:
https://www.oficinaraquel.com.br/livro/historias-de-cego/

Contraste

São dois pensamentos profundos
São duas éticas, dois mundos
São duas ofertas consideráveis
São dois polos antagônicos
São dois extremos inaproximáveis

São duas vozes chamando:
Às vezes baixinho, às vezes gritando
São duas portas abertas, duas escolhas concretas
São dois que conhecem o interior do homem
Dois que o chamam, dois que o consomem
São dois caminhos a escolher, duas estradas a ver
Qual é o teu caminho?

Um oferece vida, outro oferece morte
Um chama à porta, outro oferece a sorte
Um te oferece sublime esperança em pensamentos,
Outro te oferece esperança falsa, maléfica em seus intentos
Um te dá ética da liberdade, outro de dá a ética da loucura
Um te oferece riqueza e felicidade, outro te oferece… só a riqueza
Um te dá a liberdade de escolha e a escolha pela liberdade,
Outro diz que não escolher já é optar por ele,
Qual é o teu caminho?

São duas vivências ofertadas
Um oferece vida vivida, outro oferece vida bandida
São dois tipos de paz oferecidas
Uma é de cima e permanente, outra é de baixo e sofrida
São dois clamores aos teus ouvidos
Um diz verdade em abundância, outro diz falsidade e discordância
Qual o teu caminho?

Há sempre uma escolha a ser feita
Cruzar os braços e não escolher não significa não escolha
Significa a opção pelo caminho de cruzar os braços
Daqui a pouco a vida passa
São duas vozes gritando: “é por aqui!”, “não, é por aqui!”
Porém, há uma grande diferença:

Uma oferece Cristo, a outra oferece o caos…

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Vida morta

Morte
Ativa nativa de tua vida caída
Vida morta rida e sofrida de tua morte vivida
Negra partida que é tida
Como cantiga esquecida de tua vida
Vida tida como vivida e curtida
Partida padecida tida como amiga
Como minha vida antiga
Vida invertida
Como tua morte antiga
Futura vida sem vida

A vida sempre amada sentida
Na partida morte
Logo esquecida
Na partida vida
Eterna e vencida

Temida morte almejada vida
Homem gado de corte
Escravo da sua vida morte
Mas, irmão da vida
Vida querida buscada sofrida
Sonhada desejada caída
Furtada amada concedida

Às vezes, é só morte a tua vida
Só morte e um pouquinho de vida
E dizem “não apenas vida, viva a vida!”
Ou morte!?
Medo pavor está aberta a ferida
Medo? Da morte? Porque?
Eu sei, sim eu sei…
Medo pavor agonia e morte

Porque Deus não criou o homem
Para viver morto!!

Poesia contemplada com o 1o lugar no 1º Festival do Poema Falado do SESC-RR, 1998, categoria adulto.

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Menina de 12 anos ‘espalha’ livros por cidade do interior da Bahia

Clara Beatriz Dourado, 12 anos, tem um sonho: tornar a leitura acessível a todos, e assim contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva. Há cerca de dois anos, ela deu o primeiro passo e criou uma casinha de livros, instalada na praça Requintes, em Irecê, na Bahia, cidade onde reside. Hoje, já são 7 casinhas, por onde já passaram mais de 6 mil livros. https://www.livrosepessoas.com/2020/09/14/menina-de-12-anos-espalha-livros-por-cidade-do-interior-da-bahia/

Como ler mais: 10 dicas para ampliar a leitura da família

Num mundo tão televisivo, abrir espaço para a literatura na sua vida, e na vida do seu filho, contribui para combater a ansiedade, ampliar o vocabulário e o senso crítico, fortalecer a memória, aprimorar o senso de empatia e o desenvolvimento cognitivo. Mas como ler mais diante de tantos desafios? Para ajudar você nessa tarefa, veja 10 dicas de especialistas: https://quindim.com.br/blog/como-ler-mais/

Eu sou inocente

Seu Pôncio está há alguns anos na casa de repouso em Viena, no sul da França. A casa é um tipo de asilo para altos funcionários que não batiam bem da cabeça. Seu Pôncio tem uma rotina semanal sistemática.
No sábado, passeia pelo jardim, admira o caminho de pedras cinza, sente o cheiro das flores e conversa com elas. Adora a conversa com os girassóis sobre o valor de pegar sol, com os crisântemos sobre a vida das abelhas e as adoráveis conversas sentimentais com as rosas.
No domingo seu Pôncio faz uma espécie de terapia para as mãos. Precisa aprender a sujar as mãos sem tremer. No começo foi difícil, mas já consegue sujar as mãos em barro, lama e terra preta. Apenas um cuidado, não pode sujar as mãos com nada que lembre sangue, senão a tremedeira vem mais forte e seu Pôncio volta a ter pensamentos suicidas,
Na segunda, novas conversas no jardim, dessa ver com as árvores. As árvores são muito radicais, tem posições fixas em muitas coisas, enraizadas em tradicionalismo. Algumas delas tem complexo de grandeza e às vezes as conversas não duram muito. Seu Pôncio não gosta de nada que se ache maior do que ele.
Na terça, entabula conversas com um passarinho neurótico na janela. O passarinho repete todo dia a sua dura vida que tinha numa gaiola em Roma. Deixou sequelas no pequeno pássaro. As conversas variam entre a rabugice das enfermeiras até a busca do sentido da vida, passando por elucubrações existenciais da vida engaiolada dos pássaros neuróticos.
Na quarta, fica longas horas nos banhos termais. Adora ficar vendo o vapor d’água subindo, pois consegue ver na névoa lances da sua época de ouro quando foi governador. Nesse tempo era obstinado, inflexível e sem misericórdia. Bem diferente do dócil (embora orgulhoso) senhor de hoje.
Na quinta, recebe a visita da esposa, mulher sábia que lhe traz alento e conselhos. “Porque não ouvi você, minha querida!” – lamentava sempre que a via.
A sexta era o pior dia da semana. A sexta era sombria, carregada de nuvens, quase fúnebre. Seu Pôncio tremia nas sextas-feiras, especialmente as mãos. Memórias fantasmagóricas o assombravam neste dia, o qual ele considerava um algoz, um aguilhão na alma. Aguardava, medrosamente, a porta abrir. Ele não gostava, mas precisava fazer como parte da sua cura.
“Seu Pôncio Pilatos, hora de lavar as mãos!” – grita a enfermeira, entrando no quarto.
Seu Pôncio vai até a bacia colocada em cima da mesa e começa a lavar as mãos freneticamente. Recita de forma repetida: “Eu sou inocente do sangue desse justo, eu sou inocente do sangue desse justo, eu sou inocente do…”
Os pensamentos suicidas começam a voltar…

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Isán, aquele que esquece

Isán, é assim que é chamado o “ser humano” na língua árabe e cujo significado é “aquele que esquece”. É uma das melhores definições do gênero humano, pois, esquecer parece tão natural às pessoas quanto respirar, especialmente quando se trata das coisas espirituais. Com frequência, nos esquecemos das promessas de Ano Novo, de ligar para a casa da mamãe, de dar atenção aos nossos filhos ou cônjuges, do aniversário da esposa, do compromisso firmado verbalmente, da promessa de visita a um amigo, de regularizar a vida de oração, de ler mais a Bíblia, de se envolver mais com os projetos da igreja, de não gastar dinheiro com bobagens, de evangelizar colegas do trabalho, de passar uma mensagem a quem precisa e outros, muitos outros, “esquecimentos”.

Certo pastor contou-me um fato interessante sobre um missionário em campo. Esse missionário tinha um memorial em casa. O memorial era uma pequena prateleira onde ele colocava pequenos objetos simbólicos, os quais estavam ligados às experiências marcantes que viveu com Deus, um livramento, uma providência ou uma resposta de oração. Havia no memorial uma carta, um parafuso, uma miniatura da Bíblia, um carrinho de plástico, um pequeno relógio, um vidrinho de remédio vazio, um anelzinho, um bebezinho de porcelana, um cartão postal, várias fotos, e outras tranqueiras curiosas. Quem olhava o memorial tinha que perguntar que loucura era aquela. O missionário, então contava com detalhes as histórias de cada objeto simbólico, as quais demonstravam a fidelidade de Deus, aproveitando para edificar ou evangelizar o ouvinte. No final arrematava que, quando estava triste, com fé vacilante ou temeroso pelo futuro, ele vinha sentar-se em frente ao memorial. Olhando o que a Providência Divina já tinha feito, recebia o conforto do Deus provedor e fortalecia a fé, entre lágrimas de agradecimento. O missionário vivia o que seu colega profeta já dizia: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”.

Conhecendo essa nossa Síndrome Congênita do Esquecimento do Divino, herança pecaminosa de Adão, a Bíblia recomenda: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios” pois, lembrar-se do que Deus já fez, conforta e fortalece a nossa caminhada presente. Isto porque, Deus é o mesmo, ontem e hoje.


Também o Salmo 119, o Salmo da Palavra, anuncia à alma esquecida e fraca, preciosas e pertinentes promessas: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”, “terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra”, “lembro-me dos teus juízos de outrora e me conforto, ó SENHOR”, “laços de perversos me enleiam; contudo, não me esqueço da tua lei”, “nunca me esquecerei dos teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida”, “ando errante como ovelha desgarrada; procura o teu servo, pois não me esqueço dos teus mandamentos”. Em todos os casos, o salmista relaciona a lembrança da Palavra (isto é, guardar, viver), com as atitudes de uma vida cristã bem sucedida: uma vida de santidade, ter prazer na Palavra de Deus, receber conforto lembrando o que o Senhor fez, ter a proteção contra os perversos, ter a vida verdadeira (abundante), e a certeza da segurança no aprisco do Bom Pastor.

Nosso maior desejo deve ser sermos conhecidos, não como Isán, aquele que esquece, mas como FIEL, aquele que se lembra de todos os mandamentos do Senhor e os guarda.

Certamente as experiências contidas no nosso memorial serão infindáveis. Tão só e unicamente pelo fato de que Deus é sempre fiel e jamais se esquece dos seus filhos!

Não se esqueça disso!

Textos bíblicos usados: Lamentações de Jeremias 3:21; Salmos 103.2; Salmo 119.11, 16, 52, 61, 93,176.

*A foto foi retirada do Google. Se você é o dono de alguma delas, entre em contato, para que possamos dar os devidos créditos.

150 anos de Alice No País Das Maravilhas

Alice No País Das Maravilhas Completou 150 Anos – E ainda não entendemos todos seus mistérios. A garotinha Alice continua a encantar muitas crianças e adultos, mas seus enigmas, significados, intertextos e conexões são muitos e vários. https://www.portalraizes.com/alice-no-pais-das-maravilhas-vai-completar-150-anos-e-ainda-nao-entendemos-todos-seus-misterios/